Fala-te Ricardo!!

Fala-te Ricardo!!

Pesquisar este blog

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Ser ou não Ser! Não tem meio termo!

O ser humano é fantástico! E em todos os sentidos! Fisicamente, nosso corpo, pode ser capaz de agüentar situações extremas, traumas e pancadas que outros seres vivos não agüentam, mas que uma simples e nanoscópica bactéria ou vírus pode derrubar em questão de horas. Comportamentalmente somos os seres mais complexos de todos, devido a nossa capacidade de armazenar informações de uma vida que, junto com nossa capacidade de tomar decisões, fazem de cada um de nós pessoas diferentes entre si, mesmo pertencendo a um mesmo grupo, escola ou trabalho. E tanto física como comportamental somos ambíguos. Somos fortes e inteligentes, mas os menores serem nos derrubam, e normalmente tomamos decisões que não seriam as que realmente gostaríamos de tomar. Tomamos muitas decisões baseadas na nossa percepção de como os outros irão nos julgar. Cada um de nós possui experiências e histórias de vida que nos municia a tomar decisões baseadas apenas em nós mesmos! Isso seria correto. Mas o ponto central do post não é exatamente tentar ser um psicólogo (que realmente não sou) e explicar a psique humana, mas sim mostrar que tudo que vemos e ouvimos por ai não é necessariamente o melhor do brasileiro! Situações impares, e que não damos conta no momento em que escutamos, de que se trata de uma clara divergência de opiniões. Serei mais explicativo contanto duas entrevistas que assisti recentemente. A primeira foi no programa da Fernanda Young, exibido na GNT, que ela entrevistava o Caco Barcelos, jornalista e repórter. No programa eles entraram no assunto sobre a ida do Caco Barcelos ao Haiti e ele relatava sua experiência de estar em um país devastado. Durante o papo ele falou de um fato que chamou a atenção, uma situação lamentável, que eram os soldados haitianos cobrando propina para liberar os caminhões que chegavam com ajuda humanitária, com comida, água e roupas. Oras, penso, se os próprios soldados responsáveis por ajudar a reconstruir o país estão dando um “jeitinho” de ganhar o seu extra, porque devemos condenar os comerciantes locais que em momentos de catástrofes cobram mais caro por suprimentos básicos?! E o paralelo que eles traçaram durante a entrevista dos soldados haitianos com o povo brasileiro foi surpreendente, pois nós, avaliando o caso do Haiti e de seus soldados, muitas vezes nos sentimos mal, mas não é novidade que todos nós tentamos nos beneficiar de situações que para alguns pode ser negativa. Temos em nossa cultura o “quando um ganha o outro perde”! Eles ainda deram um exemplo de um individuo que vai ao médico e ao se dirigir ao “caixa” e solicitar um desconto no preço da consulta, a secretária normalmente lhe indaga: “mas o Sr. quer nota fiscal ou não precisa?” E sem nota sempre tem um descontinho! E como podemos reclamar de situações que envolvem roubo de dinheiro público, desvio de verba, superfaturamento se, no básico, que é solicitar a nota fiscal nós, consumidores, abrimos mão por um desconto maior!? E opinião minha, acredito que se todos nós cobrarmos nossas notas fiscais, pagarmos o que é certo (longe de ser justo o que pagamos), os impostos e taxas, sem nem ao menos procurar notas fiscais para abater no I.R., nossas tarifas e encargos seriam menores. Mas mesmo que não fossem menores, ao menos teríamos armas para bater de frente com os legisladores, e com a consciência limpa.
O outro exemplo vem da televisão também, mas agora o jornalista e sociólogo Juca Kfouri, em seu programa “Juca Entrevista”, exibido pela ESPN, entrevistando o advogado Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, que tem a vida profissional muito ligada com a história do São Paulo Futebol Clube e órgãos que regem o futebol no Brasil. Na entrevista eles falavam do rumo que os clubes têm seguido com relação a sua direção. Recentemente clubes como o Vasco, Santos, Corinthians, entre outros, trocaram seus presidentes que já estavam enraizados nos seus cargos. Aprofundando o assunto comentaram sobre a CBF e a FIFA, para nós brasileiros os dois órgãos mais importantes do futebol. A CBF tem seu presidente a mais de 20 anos, e a FIFA a 12 anos. O ponto do debate foi traçando um paralelo entre o esporte mais popular do mundo e nosso sistema de governo. E ai vai mais um pouco de opinião: Como nós podemos achar um absurdo o que fazem na China e em Cuba se um dos maiores exemplos, que seria uma vitrine para a democracia, o futebol, é gerido com mãos de aço, numa total apologia a ditadura?! E por que tantos políticos tupiniquins falam em mudança, mas que na hora do apoio se abraçam com dirigentes que apóiam o continuísmo em tais instituições!? Confesso que passei a gostar menos do futebol!
Diminuir essa divergência entre o que se fala e o que se faz é o que acredito ser a ponte entre um mundo realmente confiável e o que temos hoje. Não podemos realmente acreditar em posições tomadas por pessoas, por mais próximas que elas são, sem antes conhece-las realmente. Resgato do ultimo post o que falei sobre disciplina, que para estes casos prefiro defini-la como “a capacidade do ser humano de fazer o que é certo sem que ninguém esteja olhando!”, ou ainda, precisamos ter mais atitudes que realmente reflitam o nosso pensamento, independente da maneira que terceiros julgarão nossas opiniões e atitudes. Falar o que pensa e fazer a mesma coisa. Isso sim é disciplina e convergência!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Se é para fazer, faça direito! Mas AME o que você faz!

Ser empreendedor é uma coisa maluca! E que incomoda mais que escapamento de moto furado!
Explico:
Hoje pela manhã um fato me chamou a atenção, quando, por algum motivo estranho, algo me levou a rever meu ORKUT, algo que eu não fazia há pelo menos 3 meses. Visitei algumas páginas de amigos e suas comunidades. Uma delas me chamou a atenção, a “Se nada der certo viro HIPPIE!” (http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=476821). Uma lágrima escorreu quando me dei conta que minha irmã foi hippie! E essa filosofia de vida escolhida por ela foi uma das melhores experiências de sua vida, mesmo causando um grande mal-estar na família! Para quem não nos conhece direito, meus pais nasceram de famílias pobres que sempre deram suor e força para melhorar a vida de seus sucessores. Nasci em 1980, 3 anos após a ida de meu pai e minha mãe a Foz do Iguaçu, PR, e 2 anos antes de minha irmã. Meu pai foi para trabalhar na ITAIPU BINACIONAL, empresa que possibilitou um nível de vida a nossa família totalmente acima do que vinham vivendo meus pais e muitos dos que conheci durante os anos, afinal, tínhamos casa, vale alimentação, colégio particular e sistema médico-hospitalar odontológico, tudo gratuito. Minha irmã e eu tivemos tudo isso. Somos filhos dos mesmos pais e criados com as mesmas facilidades, restrições e educação. Por isso falo que foi uma ESCOLHA dela. Eu escolhi o caminho “normal”. Fiz faculdade e sempre busquei minha estabilidade e independência financeira, por mais que muito tempo gastei muito mais do que ganhava. Minha irmã, ao contrário, num dado momento, conheceu alguns hippies e resolver pegar a estrada, vivendo da venda de artesanato nas praias e locais paradisíacos, para pagar sua comida e deslocamento. Quem se preocupa com local de estada quando não se está em casa. Comer, beber e se deslocar era a tônica da vida deles. Dormir ou se hospedar em algum local era secundário. Mas assim minha irmã conseguiu conhecer o litoral brasileiro, em quase sua totalidade, o Amazonas e sua imensa floresta, o Pantanal matogrossense, Chapada Diamantina (não é trocadilho!), o mar do Caribe, Colômbia, Venezuela, Argentina, Paraguai e outros locais que nós, pessoas consideradas normais, trabalhadores e preocupados com o bem-estar social, pessoal e familiar, trabalhamos, talvez, a vida toda e não conseguimos sequer conhecer! Enfim, como passo por uma pequena e superável crise em minha empresa, ando estressado, cansado e por muitas vezes com vontade de chutar o balde, o pau da barraca e jogar tudo para o alto. Pensei que ser hippie seria uma ideia espetacular, afinal, adoro praia, pessoas e vendas.
Mas volto ao tema do empreendedorismo. Recordo-me que há algum tempo, em conversa com meu cunhado (sim, minha irmã parou, passou em um concurso do IBGE, após ter concluído sua faculdade e tem um lindo garotinho), que ele andava tentando profissionalizar sua ocupação (sim, ele ainda continua hippie, mas tem uma sede). Ele tem feito vários cursos de artesanato e entrando em contato com muito projetos, via ITAIPU e órgãos ligados ao fomento do artesanato local, em Foz do Iguaçu. Interessante foi ver que ser hippie pode se tornar um negócio extremamente rentável. Nesse papo coloquei algumas idéias para ele, idéias que são baseadas no “se eu estivesse fazendo o que você faz”! E neste momento meu sonho de “Se nada der certo viro HIPPIE” desabou, pois com pouco mais de 20 minutos de conversa eu já tinha mostrado como criar um plano de marketing e como executá-los, como definir o mercado-alvo, como melhorar a rentabilidade e melhorar a gestão do estoque de matéria-prima, produção e estocagem de produtos finalizados, entregas via correios para turistas, site e mídias eletrônicas para exposição virtual, etc. Quando me dei conta disso pensei comigo, e só comigo, “eu não tomo jeito. Minha vida é empreender! E se nada disso der certo, empreendo de novo”. Isso sou eu. E meu cunhado é meu cunhado. Eu escolhi isso para minha vida, só preciso me colocar em um “empreendimento” que eu realmente tenha paixão e empolgação para fazer. Amo o que eu faço e sei que posso reinventar o que faço. Meu cunhado ama o que ele faz, fato que explica o que o motivou a continuar sendo “hippie”!
O fato é que isso vale para qualquer um. Encontrar o que gosta e sabe fazer e se tornar um profissional nisso! Tentar fazer algo só porque alguém se deu bem, sem nunca ter feito e sem saber se realmente é isso que você gosta é a maior mancada, mais que pedir um gole de Yakult! (http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=2092589)