Ser empreendedor é uma coisa maluca! E que incomoda mais que escapamento de moto furado!
Explico:
Hoje pela manhã um fato me chamou a atenção, quando, por algum motivo estranho, algo me levou a rever meu ORKUT, algo que eu não fazia há pelo menos 3 meses. Visitei algumas páginas de amigos e suas comunidades. Uma delas me chamou a atenção, a “Se nada der certo viro HIPPIE!” (http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=476821). Uma lágrima escorreu quando me dei conta que minha irmã foi hippie! E essa filosofia de vida escolhida por ela foi uma das melhores experiências de sua vida, mesmo causando um grande mal-estar na família! Para quem não nos conhece direito, meus pais nasceram de famílias pobres que sempre deram suor e força para melhorar a vida de seus sucessores. Nasci em 1980, 3 anos após a ida de meu pai e minha mãe a Foz do Iguaçu, PR, e 2 anos antes de minha irmã. Meu pai foi para trabalhar na ITAIPU BINACIONAL, empresa que possibilitou um nível de vida a nossa família totalmente acima do que vinham vivendo meus pais e muitos dos que conheci durante os anos, afinal, tínhamos casa, vale alimentação, colégio particular e sistema médico-hospitalar odontológico, tudo gratuito. Minha irmã e eu tivemos tudo isso. Somos filhos dos mesmos pais e criados com as mesmas facilidades, restrições e educação. Por isso falo que foi uma ESCOLHA dela. Eu escolhi o caminho “normal”. Fiz faculdade e sempre busquei minha estabilidade e independência financeira, por mais que muito tempo gastei muito mais do que ganhava. Minha irmã, ao contrário, num dado momento, conheceu alguns hippies e resolver pegar a estrada, vivendo da venda de artesanato nas praias e locais paradisíacos, para pagar sua comida e deslocamento. Quem se preocupa com local de estada quando não se está em casa. Comer, beber e se deslocar era a tônica da vida deles. Dormir ou se hospedar em algum local era secundário. Mas assim minha irmã conseguiu conhecer o litoral brasileiro, em quase sua totalidade, o Amazonas e sua imensa floresta, o Pantanal matogrossense, Chapada Diamantina (não é trocadilho!), o mar do Caribe, Colômbia, Venezuela, Argentina, Paraguai e outros locais que nós, pessoas consideradas normais, trabalhadores e preocupados com o bem-estar social, pessoal e familiar, trabalhamos, talvez, a vida toda e não conseguimos sequer conhecer! Enfim, como passo por uma pequena e superável crise em minha empresa, ando estressado, cansado e por muitas vezes com vontade de chutar o balde, o pau da barraca e jogar tudo para o alto. Pensei que ser hippie seria uma ideia espetacular, afinal, adoro praia, pessoas e vendas.
Mas volto ao tema do empreendedorismo. Recordo-me que há algum tempo, em conversa com meu cunhado (sim, minha irmã parou, passou em um concurso do IBGE, após ter concluído sua faculdade e tem um lindo garotinho), que ele andava tentando profissionalizar sua ocupação (sim, ele ainda continua hippie, mas tem uma sede). Ele tem feito vários cursos de artesanato e entrando em contato com muito projetos, via ITAIPU e órgãos ligados ao fomento do artesanato local, em Foz do Iguaçu. Interessante foi ver que ser hippie pode se tornar um negócio extremamente rentável. Nesse papo coloquei algumas idéias para ele, idéias que são baseadas no “se eu estivesse fazendo o que você faz”! E neste momento meu sonho de “Se nada der certo viro HIPPIE” desabou, pois com pouco mais de 20 minutos de conversa eu já tinha mostrado como criar um plano de marketing e como executá-los, como definir o mercado-alvo, como melhorar a rentabilidade e melhorar a gestão do estoque de matéria-prima, produção e estocagem de produtos finalizados, entregas via correios para turistas, site e mídias eletrônicas para exposição virtual, etc. Quando me dei conta disso pensei comigo, e só comigo, “eu não tomo jeito. Minha vida é empreender! E se nada disso der certo, empreendo de novo”. Isso sou eu. E meu cunhado é meu cunhado. Eu escolhi isso para minha vida, só preciso me colocar em um “empreendimento” que eu realmente tenha paixão e empolgação para fazer. Amo o que eu faço e sei que posso reinventar o que faço. Meu cunhado ama o que ele faz, fato que explica o que o motivou a continuar sendo “hippie”!
O fato é que isso vale para qualquer um. Encontrar o que gosta e sabe fazer e se tornar um profissional nisso! Tentar fazer algo só porque alguém se deu bem, sem nunca ter feito e sem saber se realmente é isso que você gosta é a maior mancada, mais que pedir um gole de Yakult! (http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=2092589)
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